Hipotiroidismo: o que precisa de saber

É uma doença crónica, que afeta muito mais as mulheres do que os homens, especialmente a partir dos 30 anos. Pode ser compensada com a dose certa de medicação, como explica a endocrinologista Joana Queirós, do Hospital Lusíadas Porto.

Hipotiroidismo: o que é?

O que é o hipotiroidismo?

O hipotiroidismo surge quando a glândula da tiroide não produz hormonas suficientes para o funcionamento normal do organismo porque as hormonas tiroideias regulam a energia do corpo.

Como afeta o organismo?

Em último caso, o hipotiroidismo pode afetar todos os órgãos do organismo, pois estes dependem da hormona da tiroide para funcionar. Em situações extremas, o próprio coração começa a funcionar mais devagar.

Quem é afetado?

Estima-se que 3% da população sofra de hipotiroidismo, mas é uma doença que afeta muito mais mulheres, especialmente a partir dos 30 anos. Para cada homem que sofre de hipotiroidismo, há quatro mulheres com a doença.

Causas

O hipotiroidismo pode ser provocado pela falta de iodo na dieta, mas a tiroidite autoimune é a causa mais frequente. Trata-se de uma doença provocada pela presença de anticorpos contra a tiroide, ou seja, é o próprio organismo que ataca a glândula da tiroide, num mecanismo que é comum a todas as doenças autoimunes.
Também pode resultar de alguns tratamentos para tratar nódulos ou mesmo cancro da tiroide. O tratamento com iodo radioativo pode limitar a função da tiroide, assim como intervenções cirúrgicas em que se tem de retirar parte desta glândula, ou mesmo a sua totalidade.

Sintomas mais comuns de hipotiroidismo

Aumento de peso;
Inchaço;
Cansaço;
Queda de cabelo;
Fragilidade das unhas.

Como é feito o diagnóstico? 

Uma análise sanguínea permite fazer o diagnóstico rigoroso desta doença.

Como se trata?

O hipotiroidismo trata-se com medicamentos: a hormona tiroideia sintética substitui a função da hormona natural. A medicação corrige na totalidade o défice. Podem ser necessários ajustes, mas o doente fica compensado. É importante que seja vigiado ao longo da vida mas, estando a fazer o tratamento adequado, não sofre complicações.

Colaboração:
Joana Queirós, endocrinologista do Hospital Lusíadas Porto

Especialidades em foco neste artigo:
Endocrinologia