O que é a quimioterapia?

Quando se fala de cancro, é muito comum ouvir-se falar de quimioterapia. É um termo que engloba diversos tipos de tratamentos, como explica a oncologista Joana Magalhães, do Hospital Lusíadas Albufeira.

Saiba o que é a quimioterapia

O que é a quimioterapia?

A quimioterapia é um tratamento para combater o cancro, no qual são usados medicamentos que atuam principalmente nas células cancerosas. Tem com objetivo destruí-las ou inibir o seu crescimento. Pode consistir num medicamento único ou na combinação de vários medicamentos.

Como se aplica?

Via oral — cápsulas ou comprimidos.
Via intravenosa — injetada diretamente na veia através de cateteres.
Via intraperitoneal — no abdómen.

Periodicidade

Normalmente a quimioterapia é ministrada em ciclos de 7, 15, 21 ou 28 dias. Pode ser um tratamento único ou combinado com outros tipos de tratamento para combater o cancro, como cirurgia, radioterapia ou imunoterapia.

Como funciona?

Os medicamentos têm como alvo as células cancerosas. O objetivo é destruir essas células ou pelo menos inibir o seu crescimento. No entanto, a quimioterapia convencional atua no corpo todo, afetando também células saudáveis.

Efeitos secundários

A quimioterapia tem como alvo as células cancerosas, que se multiplicam rapidamente, podendo também atingir células saudáveis. É quando as células saudáveis são atingidas que se fala de efeitos secundários.
Pode haver enjoos, vómitos, queda de cabelo, além de outros sintomas. Os efeitos secundários variam muito de pessoa para pessoa, podendo ser mais ou menos severos. A boa notícia é que normalmente só se manifestam durante os tratamentos, desaparecendo de seguida.
Quando as células que revestem o estômago são afetadas, pode haver enjoos e vómitos, além de diarreia, quando o intestino é afetado.
Os folículos do cabelo têm células que também podem ser atingidas pela quimioterapia, levando à queda de cabelo.
Há também células do sangue que podem ser afetadas:
Os glóbulos brancos, que funcionam como protetores de infeções;
Os glóbulos vermelhos que, quando baixam muito, podem levar a anemia, que por sua vez pode desencadear fadiga e outros quadros mais complicados;
As plaquetas sanguíneas, que ajudam a controlar as hemorragias, cujo risco aumenta quando baixa o seu número na corrente sanguínea.

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Cuidados a ter

É importante ter hábitos saudáveis. Deve apostar-se numa alimentação equilibrada, reforçando os cuidados em relação aos alimentos crus. As saladas devem ser bem lavadas e a fruta descascada, para diminuir os riscos de gastrenterites, numa altura em que as defesas estão em baixo. Do mesmo modo, é importante evitar locais fechados com muitas pessoas, precisamente para não aumentar o risco de infeções.

Colaboração:
Joana Magalhães, oncologista do Hospital Lusíadas Albufeira

Especialidades em foco neste artigo:
Oncologia Médica