Alergias alimentares na escola: cuidados a ter

Se tem um filho com alergias e em idade escolar, tome cuidados adicionais para não acrescentar ansiedade à lista de sintomas mais comuns.

Alergias alimentares na escola

As alergias alimentares são um fator de stresse extra para quem tem filhos em idade escolar com alergias. A pensar nisso, em 2012, a Direção-Geral da Saúde (DGS) criou o Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável para melhorar a oferta alimentar nas escolas. Este documento resultou da colaboração com faculdades, instituições e sociedades científicas na área da saúde, da nutrição e da alergologia, e pretende minimizar os riscos de reação alérgica à alimentação disponível nas escolas. Fique a saber quais os procedimentos adotados pelas escolas para prevenir episódios alérgicos ou de intolerância alimentar.

Cuidados que a escola deve ter em relação às alergias alimentares

  • Evitar todos os alimentos diretamente responsáveis pela alergia;
  • Evitar todos os alimentos que possam conter o alergénio na sua composição;
  • Conhecer os ingredientes que compõem uma receita ou preparação culinária, mesmo quando a presença do alimento alergénico em questão não é evidente;
  • Saber ler e interpretar os rótulos alimentares, de forma a identificar alergénios potencialmente ocultos;
  • Evitar a contaminação cruzada.

 

Cuidados que a família deve ter para evitar reações alérgicas na escola

  • Dê ao seu filho uma pulseira com a indicação da alergia de que sofre e explique-lhe que não deve tirá-la;
  • Informe a escola e os professores responsáveis no caso de sofrer de uma alergia grave a alimentos (ou a picadas de insetos/medicamentos;
  • Deve dar à escola uma dose de epinefrina ou outro medicamento indicado pelo médico que deva ser administrado em caso de emergência;
  • Converse com o seu filho,reforçando a importância de seguir as regras já definidas e a falar com algum responsável no caso de dúvidas ou se surgirem sintomas.

Causas prováveis para as alergias

As doenças alérgicas têm vindo a aumentar em todo o mundo nos últimos anos, concluiu um estudo internacional neozelandês focado no estudo das alergias infantis, The International Study of Asthma and allergies in childhood (passou a Global Asthma Network em 2012), e que envolveu mais de 100 países e cerca de dois milhões de crianças. Fatores como a poluição, o sedentarismo e o aumento do tabagismo justificam este aumento. Segundo dados da Sociedade Portuguesa de Aerobiologia e Imunologia Clínica (SPAIC), cerca de 40% das crianças portuguesas tem pelo menos uma destas doenças:

20 a 30% tem rinite;
10 a 15% tem asma;
15% tem eczema.

As alergias e intolerâncias alimentares também conheceram um acréscimo nos últimos anos e são as que, em ambiente escolar, precisam de atenção redobrada, já que podem provocar ataques graves e repentinos. Assim, é essencial que todos os intervenientes estejam informados e sejam capazes de agir em caso de emergência.