De onde vêm os alimentos que eu como?

Explicar a origem dos alimentos aos seus filhos é fundamental para criar hábitos alimentares saudáveis. Alimentar-se adequadamente – e com moderação – passa por reconhecer exatamente o que está no prato. Saiba qual a melhor forma de os ensinar, refeição a refeição.

De onde vêm os alimentos que eu como?

Nos momentos especiais em família teve oportunidade de ensinar aos seus filhos as cores, os nomes dos animais, os números e as letras. Sentou as crianças no seu colo e contou-lhes histórias, rimas de outros tempos e canções. Durante as refeições, à mesa, engendrou dezenas de jogos para que os seus filhos consumissem a totalidade das mesmas. Contudo, a mesa de refeições é, também, o local ideal para transmitir aos seus filhos outros ensinamentos: de onde vêm os alimentos que vão consumir e que caminho percorrem até chegarem ao prato.

À medida que as famílias citadinas perdem o contacto com as quintas e práticas agrícolas, torna-se cada vez mais importante transmitir essas origens às crianças, até para que se possa contrariar a ideia de que os alimentos “nascem” no supermercado. Conhecer a origem dos alimentos e a forma como são processados tem um impacto direto no desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis nas crianças.

Importância de conhecer a origem dos alimentos

Eis algumas das vantagens de ensinar às crianças de onde vêm os alimentos:

Distinguir entre alimentos processados e não processados;

Perceber os benefícios de certos alimentos, como legumes e frutas, por oposição a outros menos saudáveis, como doces e refrigerantes;

Tentar incutir a preferência por alimentos mais saudáveis;

Reconhecer a importância de uma alimentação variada;

Maior conhecimento geral sobre a natureza e a agricultura; Promover o desenvolvimento de uma alimentação sustentável, sem excessos e atendendo à época de cada hortofrutícola e à importância da sua produção local.

Ensinar a origem dos alimentos

  • Com adolescentes:

Envolva-os no processo de compra e confeção dos alimentos, para que se tornem consumidores conscientes do que é necessário para a realização de uma alimentação saudável. No supermercado, dê-lhes tempo para analisar as vantagens e as desvantagens de cada escolha alimentar. Transmita-lhes conceitos mais complexos no âmbito de uma alimentação sustentável, como a utilização de pesticidas ou o processamento industrial dos produtos alimentares.

  • Com crianças:

Dê particular atenção à hora das refeições. Comece por enumerar os alimentos que estão no prato e, a partir daí, crie encadeamentos lógicos. Imagine que prepara um cacho de uvas para o seu filho comer: ensine-lhe o caminho que esse cacho percorreu, desde a videira até ao supermercado, sendo depois escolhido por si no supermercado, guardado no frigorífico e servido no prato.

Para iniciar esta “educação alimentar”, guie-se pelas refeições que a criança faz. Além de a educar para uma alimentação saudável, conseguirá dar uma vertente lúdica e pedagógica aos momentos de refeição. Siga o exemplo da infografia abaixo.

Pequeno-almoço

Almoço

 

Lanche

 

 

 

Revisão científica:
Joana Bernardo, nutricionista do Hospital Lusíadas Lisboa

Especialidades em foco neste artigo:
Nutrição Clínica