6 (boas) razões para doar sangue

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Dar sangue é um gesto muito simples mas que pode salvar uma vida. Com a ajuda da especialista em Medicina Interna, Luísa Morais, do Hospital Lusíadas Lisboa, apresentamos-lhe seis bons motivos para ser dador de sangue.

Doar sangue não tem repercussões negativas na sua saúde e só vai trazer benefícios a quem dele precisa – por exemplo, em casos de leucemia, um tipo de cancro das células mais primitivas da medula óssea e cujo tratamento, em algumas situações, pode requerer um transplante de medula óssea. Além disso, doar sangue não envolve nenhuma preparação especial: é apenas recomendado que ingira líquidos e faça uma refeição leve a seguir a doar sangue.

1.450 ml podem fazer toda a diferença

O desenvolvimento da medicina tem feito aumentar as necessidades de sangue e dos seus derivados. Há mais dadores, mas nem por isso as reservas aumentam significativamente e, além disso, é preciso ter em conta a (in)compatibilidade entre os vários tipos de sangue. Doar sangue implica a recolha de apenas 450 ml de sangue, menos de 10% dos 5 a 6 litros que circulam no corpo de um adulto.

2. Só precisa de 30 minutos

O procedimento de recolha de uma dádiva de sangue demora cerca de 30 minutos e os intervalos mínimos recomendados entre cada doação são de 60 dias para os homens e 90 dias para as mulheres. Até o dador mais empenhado só pode dar sangue 3 vezes por ano (se for mulher) e 4 vezes por ano (se for homem) – gastando com isso duas horas, no máximo, do seu tempo, no total. Algumas entidades patronais prevêem inclusive esta situação, permitindo ao funcionário utilizar horas de trabalho para a doação.

3. Não é preciso marcar

Nos Centros de Sangue e da Transplantação de Lisboa, Porto e Coimbra do Instituto Português do Sangue e das Transplantações (IPS) pode dar sangue de segunda-feira a sábado das 8h00h às 19h30h. No site do IPS pode também consultar as sessões de colheita realizadas a nível nacional, por data, distrito e concelho.

4. A maior parte das pessoas pode doar sangue

  • Ter piercings ou tatuagens não é um impedimento para dar sangue (basta deixar passar quatro meses após a sua realização);
  • Ter um tipo de sangue comum não significa a inutilidade da dádiva (são também aqueles que são usados em maior quantidade).
  • Existem alguns constrangimentos à doação, indiretamente relacionados com a condição de saúde, mas são impedimentos apenas temporários.

Cumprido o prazo estipulado de “quarentena” – e que pode ir de uma semana para uma extração dentária a 6 meses no caso de mudança de parceiro sexual ou viagem intercontinental – pode voltar a dar sangue em qualquer altura.

5. Deixa de pagar taxas moderadoras

Os dadores de sangue com duas dádivas feitas no último ano ou com mais de 30 registadas ao longo da vida não pagam quando recorrem a um serviço de urgência hospitalar e também estão isentos de qualquer taxa moderadora na realização de exames nos serviços de saúde públicos ou privados que tenham acordo com o Serviço Nacional de Saúde (SNS). O registo é feito no Cartão Nacional do Dador de Sangue, a cada dádiva. A alteração da lei que regula o acesso às prestações do SNS foi aprovada em março de 2016.

6. Tem direito ao seguro de dador

Um dos direitos consagrados na lei é o direito a um seguro que garante ao dador de sangue o direito a indemnização por danos resultantes da dádiva de sangue ou de acidentes que eventualmente sofra no trajeto de ida e volta do local de colheita, em território nacional.

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