Obstipação infantil: o que fazer?

A obstipação infantil é comum, mas pode provocar um mal-estar na criança. Se o seu filho passa vários dias sem fazer uma única dejeção, fique atento. Até três dias sem evacuar é normal. Mais do que isso já exige a sua intervenção.

Obstipação infantil, um incómodo que tem tratamento

A obstipação infantil é muito frequente nas crianças e geralmente não passa de uma perturbação passageira no funcionamento do seu intestino.

Não é obrigatório que todas as crianças evacuem diariamente, sendo que os intervalos até três dias são considerados normais. Mas quando a criança ultrapassa sistematicamente períodos superiores a três dias sem evacuar é já considerado um caso de obstipação infantil.

Causas prováveis da obstipação infantil

“Geralmente coincide com a mudança do leite materno para o leite de transição ou, mais tarde, com a introdução do bacio na vida quotidiana da criança”, constata Isabel Afonso, gastrenterologista pediátrica do Hospital Lusíadas Lisboa. “Mas pode também estar relacionada com uma alimentação pobre em fibras e com excesso de produtos lácteos”, acrescenta Isabel Afonso.

Alimentos mais adequados

Corrigir a alimentação será o primeiro passo a dar pelos pais logo que se apercebem desta perturbação. É crucial a introdução de mais legumes na alimentação da criança, nomeadamente através da sopa. Outros alimentos ricos em fibra também deverão ser privilegiados. Se necessário, poderá recorrer a laxantes próprios para criança.

Missão: bacio

Se a obstipação coincidir com o processo de transição para o bacio, seja o mais disciplinado possível com os hábitos de defecação da criança. “É importante que após as refeições a criança esteja 5 a 10 minutos sentada no bacio, todos os dias, para se habituar e aceitar o bacio como algo natural no seu dia-a-dia”, explica a gastrenterologista.

Problemas associados

Ignorar a obstipação infantil significa expor a saúde da criança a um risco elevado, já que “o intestino tende a esticar para acolher todas as fezes acumuladas e, gradualmente, a criança acaba por perder a capacidade de sentir vontade de evacuar”, explica Isabel Afonso. As fezes acabarão por ficar mais duras e as dejeções tornar-se-ão mais dolorosas, fazendo a criança retrair-se ainda mais, num ciclo vicioso.

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