Hormonas: o que são e para que servem

Funcionam como mensageiros e desempenham várias funções essenciais para o bom funcionamento do organismo. Joana Costa, endocrinologista do Hospital Lusíadas Lisboa, ajuda-nos a conhecê-las melhor.

As hormonas funcionam como mensageiros. e desempenham várias funções essenciais para o bom funcionamento do organismo. Joana Costa, endocrinologista do Hospital Lusíadas Lisboa, ajuda-nos a conhecê-las melhor.

O sistema endócrino é constituído por glândulas endócrinas e algumas células que se encontram dispersas pelos sistemas digestivos e respiratório, que têm em comum a capacidade de produzir hormonas. A sua localização é abrangente e o seu funcionamento está interligado através de sinais transmitidos, através do sangue, entre órgãos. No processo de comunicação entre a glândula endócrina e o órgão alvo poderão existir falhas resultantes dos seguintes fatores:

Produção insuficiente de hormonas (mensageiros), por falta de matéria-prima, defeitos no processo de fabricação ou inexistência da glândula endócrina;

Produção excessiva de hormonas;

Defeitos na receção ou interpretação da mensagem;

A alteração da forma da glândula endócrina, resultante do aparecimento de tumores benignos ou malignos, pode também comprometer o funcionamento dos sistemas.

Mas afinal o que são as hormonas?

As hormonas são substâncias produzidas por glândulas endócrinas que funcionam como mensageiros e atuam à distância do local onde são produzidas. Desempenham várias funções, nomeadamente no controlo do crescimento e desenvolvimento, reprodução, regulação do metabolismo, determinação do ritmo circadiano e ciclo sono-vigília, modulação da função do sistema imunitário e controlo da eliminação de água e concentração de sódio, potássio e cálcio.

As principais glândulas endócrinas, que produzem uma ou mais hormonas, são:

  • O hipotálamo;
  • A epífise;
  • A hipófise;
  • A tiroide;
  • As paratiroides;
  • As suprarrenais;
  • O pâncreas;
  • Os ovários;
  • Os testículos.

Saiba mais
Neste vídeo a endocrinologista Joana Costa explica o que é a tiroide, o hipotiroidismo e o hipertiroidismo:


Mulheres mais suscetíveis a flutuações hormonais

No homem, a espermatogénese (produção de espermatozoides) resulta da produção e interação de hormonas do hipotálamo, da hipófise e dos testículos, de forma não cíclica.

A partir da puberdade, nas mulheres, o ciclo menstrual leva à maturação dos ovócitos no ovário, o que se traduz na possibilidade de engravidar. Nesse ciclo há produção de hormonas pelo hipotálamo, hipófise e ovários. Da sua interação resulta a maturação de um ovócito, que não sendo fecundado, conduz à descamação do revestimento do útero (menstruação). A síndrome pré-menstrual é um conjunto de sinais e sintomas físicos e psíquicos que surge na fase luteínica do ciclo menstrual – a semana que antecede o período menstrual.

Dependendo da gravidade dos sintomas recomenda-se intervenção com medidas gerais preventivas:
A prática regular de exercício físico aeróbico;
Dieta pobre em sal, hidratos de carbono simples, cafeína e álcool;
Aconselhamento psicológico, técnicas de comunicação e de gestão de stresse.

Distúrbios hormonais: existem sinais de alerta?

As funções do sistema endócrino são muito diversas, por esse motivo também os sintomas associados à disfunção também o são. A fase da vida em que se manifestam também resulta em quadros clínicos completamente diferentes. Por exemplo, o excesso de hormona de crescimento na infância resulta num quadro de gigantismo (estatura anormalmente alta) enquanto na idade adulta resulta em acromegalia (doença em que aumentam as mãos, os pés e outros órgãos).

Por esse motivo é um risco destacar um sinal de alerta em detrimento de outro.

Autoria:
Joana Costa, endocrinologista do Hospital Lusíadas Lisboa, Clínica Lusíadas Parque das Nações, Hospital Lusíadas Albufeira, Clínica Lusíadas Faro

Especialidades em foco neste artigo:
Endocrinologia