Infertilidade: centro de apoio a quem quer ter filhos

7 minutos de leitura

No Hospital Lusíadas Lisboa há uma preocupação em oferecer soluções de Procriação Medicamente Assistida (PMA) à medida de cada caso. E não se esquece a componente humana, mesmo quando se recorre às mais avançadas tecnologias.

É mais comum do que se julga: segundo a Direção-Geral da Saúde cerca de 10 a 15% dos casais, em idade fértil, não consegue ter filhos. A infertilidade é um problema de saúde pública, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde e está a aumentar nos países industrializados.

As razões apontadas para o aumento da infertilidade são sobretudo de ordem biológica, mas também social e psicológica. Sendo que o stresse e o facto de as mulheres adiarem o momento de terem o seu primeiro filho não ajudam. A boa notícia é que, nas últimas décadas, as técnicas de reprodução assistida desenvolveram-se para dar resposta a este problema de infertilidade. No Centro de Procriação Medicamente Assistida (CPMA) do Hospital Lusíadas de Lisboa, os especialistas procuram estar atentos ao que de mais recente a investigação na área produz, de forma a fornecer soluções cada vez mais eficazes aos casais que o procuram.

Novos caminhos 

“Todos os dias há atualizações nesta área, o que permite que seja possível definir as melhores práticas para cada caso e, assim, aumentar as taxas de gravidez”, afirma Luís Ferreira Vicente, ginecologista do Hospital Lusíadas Lisboa.

O facto é que esta área tem conhecido inúmeros desenvolvimentos. No último ano, surgiram medicamentos que estimulam a ovulação, preparados numa dose única, equivalente a sete dias de medicação injetável. A investigação laboratorial forneceu também novos dados que permitem ajudar a escolher o melhor ovócito, embrião e endométrio para se conseguir a gravidez. E estudos genéticos publicados recentemente têm ajudado a escolher a altura ideal para se fazer a transferência de embriões, diminuindo a taxa de insucesso.

Um artigo publicado na revista Nature Chemistry confirmou ainda a importância do envolvimento do zinco para o desenvolvimento ovocitário e ocorrência da fertilização. “Este tipo de investigação permite saber mais sobre o ovócito e o embrião, explica Luis Ferreira Vicente. Desta forma, poderemos escolher o melhor embrião de forma a aumentar a probabilidade de gravidez e, até permitir a transferência de apenas um embrião e evitar as gravidezes gemelares”.

Taxas de sucesso

A espécie humana tem, regra geral, um poder reprodutivo na ordem dos 25% de possibilidade de gravidez, consequência da relação sexual mantida durante a ovulação da mulher. Mas, para 10% da população esta gestação é, consecutivamente interrompida e não chega ao fim com um recém-nascido saudável.

No Hospital Lusíadas Lisboa, “as taxas de sucesso das técnicas PMA são elevadas”, revela Luis Ferreira Vicente. Não devemos esquecer, porém, que a comparação das taxas de gravidez dos vários centros deve ser avaliada cuidadosamente, separando as idades e as situações de base. Deve também ser contabilizado se é feita referência à taxa de gravidez por ciclo, por transferência ou cumulativa. Há várias formas de apresentar os resultados que tornam difíceis as comparações.

Mais valias do Centro de PMA

  • Inseminação intrauterina

Procede-se à estimulação do ovário e monitorização da ovulação através de ecografia. Isso é acompanhado, na altura certa, da colheita de esperma para a sua inseminação intrauterina. Procura-se otimizar os passos da fertilização “in vivo”.

  • Fertilização in vitro (FIV)

A estimulação conta com doses mais altas e a colheita dos ovócitos é feita com sedação, transferindo-se depois os embriões desenvolvidos no laboratório para o útero.

O peso do mundo

“Um diagnóstico de infertilidade tem uma carga emocional muito grande, mas também sabemos o peso que os tratamentos têm na vida das pessoas, a todos os níveis”, adianta o ginecologista. Talvez por isso, a maioria dos casais que abandona o processo fá-lo antes de iniciar o tratamento. “Por esta razão, é muito importante simplificar os tratamentos, para serem mais adequados ao utilizador e com um menor número de injeções, por exemplo”, destaca o médico.

No Centro de PMA propõe-se um protocolo de estimulação hormonal – tratamento complementar à maior parte dos procedimentos de reprodução assistida – que implica um tratamento injetável de curta duração, inferior a 15 dias. “Procuramos reduzir a carga que os tratamentos têm, prescrevendo as medicações injetáveis mais curtas e contando com o apoio da equipa de enfermagem para retirar o medo das injeções”. Este é, na maioria das vezes, o maior incómodo apresentado pelas mulheres envolvidas: “têm medo de dar a injeção de forma errada e de comprometer um tratamento onde existe tanto investimento emocional e económico”, revela o especialista.

Um trabalho de equipa

O Centro de PMA do Hospital Lusíadas Lisboa está dotado das melhores condições laboratoriais e, por estar integrado no hospital, permite que todo o processo decorra no mesmo local, mesmo quando é necessário recorrer ao apoio de outras especialidades.

Um dos aspetos diferenciadores é, precisamente, a criação de laços com todos os profissionais envolvidos. “As ecografias são feitas pelo mesmo médico e a equipa de enfermagem acompanha todo o processo. As administrativas e as auxiliares conhecem os casais pelo nome. Somos nós que nos adaptamos às pessoas e não são elas que têm de se adaptar à instituição”, garante. Desta forma, as vitórias são sentidas por todos. “É incrível a sensação de ter no colo um bebé que ajudámos a nascer e que conhecemos desde que era apenas um embrião de 4 a 8 células quando o transferimos, num cateter, para o útero da mãe”.

Qualidade aprovada

O Centro de PMA recebeu a Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade segundo a norma ISSO 9001:2008 reforça a excelência dos serviços clínicos realizados, à qual se juntam as inspeções regulares promovidas pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida. Reforços no grau de confiança na equipa que vai acompanhar o processo até ao parto, e que é essencial ao seu sucesso.

LER MAIS