Como evitar a prisão de ventre?

Opte por uma alimentação rica em fibras e beba pelo menos 1,5 L de água por dia. Com a ajuda do gastrenterologista Bento Charrua, coordenador da Unidade de Gastrenterologia da Clínica de Stº António, saiba como contrariar a prisão de ventre.

Prisão de ventre: o que fazer?

O que é a prisão de ventre?

Ainda que possa ser definida de várias maneiras, a obstipação – também conhecida por prisão de ventre – consiste na dificuldade de evacuar sem esforço e de modo regular no mínimo três vezes por semana.

Como se manifesta?

Dificuldade em defecar, evacuar fezes duras e sentir dores abdominais são os sintomas mais comuns da prisão de ventre. “Por vezes, dada a dureza excessiva das fezes e o esforço na evacuação, poderá aparecer sangue nas fezes, o que pode acontecer por alguma fissura anal ou traumatismo hemorroidário”, explica Bento Charrua, coordenador da Unidade de Gastrenterologia da Clínica de Stº António.

Quais são as causas?

Por norma, a obstipação surge na sequência de alterações dos hábitos alimentares, mas também pode ser consequência de stresse ou de um estilo de vida sedentário.“Importa referir, ainda, que alguns medicamentos são responsáveis pela obstipação, mas deverá ser sempre o médico assistente a ponderar o assunto e a resolvê-lo da melhor maneira”, acrescenta Bento Charrua.

Como resolver ou minimizar o problema?

Bento Charrua sublinha que a dieta e o estilo de vida são fundamentais para evitar a prisão de ventre. Estes são os conselhos do gastrenterologista:

1. Opte por uma alimentação saudável
Uma dieta variada, rica em fibra, ajuda a regular o trânsito intestinal. Substitua o pão branco por pão escuro e as massas refinadas por massas integrais. Vegetais de folha verde, fruta e leguminosas são recomendados, assim como as ameixas e as uvas. Mas atenção: evite peras, maçãs e bananas, que podem causar obstipação em algumas pessoas.

2. Beba pelo menos 1,5 L de água
Quem tem tendência para sofrer de prisão de ventre deve preocupar-se ainda mais em ingerir bastantes líquidos ao longo do dia, sublinha o médico. A água é fundamental no processo digestivo, uma vez que facilita a deslocação dos alimentos e torna os intestinos mais flexíveis.

3. Pratique desporto com regularidade
Os movimentos associados ao exercício físico aceleram o trânsito intestinal, contrariando a acumulação de fezes. A Direção-Geral da Saúde recomenda que os adultos saudáveis façam, pelo menos, 150 minutos por semana de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa.

4. Recorra a fármacos apenas em último caso
Só se deve recorrer a medicamentos quando a mudança de hábitos alimentares não surte efeito, diz Bento Charrua. “Nesses casos devemos recorrer aos laxantes, tendo presente que alguns causam habituação e que o seu efeito irá progressivamente diminuindo.”

Colaboração:
Bento Charrua, coordenador da Unidade de Gastrenterologia da Clínica de Stº António 

Especialidade em foco neste artigo:
Gastrenterologia