Tromboflebite: o que é; diagnóstico e tratamento

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No Instituto de Cirurgia Vascular do Hospital Lusíadas Porto, o recurso ao Eco Doppler é um passo essencial na definição de um plano terapêutico para esta patologia.

O que é e principais sintomas/sinais

A tromboflebite, ou trombose venosa superficial, é uma inflamação de uma veia do sistema venoso superficial causada pela formação de um trombo (coágulo) que, na maior parte das vezes, surge relacionada com varizes dos membros inferiores. Pode também surgir na sequência de algum tipo de traumatismo venoso, por exemplo, quando há necessidade de administrar medicamentos numa veia periférica através de cateter. Em situações mais raras, conforme explica Pedro Henrique Almeida, especialista em Cirurgia Vascular do Instituto de Cirurgia Vascular do Hospital Lusíadas Porto, “pode estar associada a algumas doenças pró-trombóticas ou autoimunes, que acabam por propiciar a formação destes trombos”.

Clinicamente, a tromboflebite está associada a dor e ao aparecimento de sinais inflamatórios (tumefação, rubor e calor) na região afetada, habitualmente onde previamente existiam varizes visíveis.

Numa fase aguda, juntamente com a manifestação de sintomas locais, a tromboflebite pode sofrer complicações, evoluindo para uma trombose venosa profunda, por sua vez com risco associado de tromboembolismo pulmonar. “A primeira [trombose venosa profunda] afeta principalmente a drenagem venosa do membro inferior; a segunda [tromboembolismo pulmonar] associada a compromisso da função respiratória, podendo, inclusivamente, ser um evento fatal”, esclarece Pedro Henrique Almeida. A curto prazo, após resolução da dor e sinais inflamatórios locais, a pele poderá ficar endurecida e com coloração acastanhada (hiperpigmentação).

Tratamento

No Instituto de Cirurgia Vascular do Hospital Lusíadas Porto, a avaliação clínica é sempre complementada com a realização de um Eco Doppler venoso, que é um meio auxiliar de diagnóstico que permite obter informação essencial para definir o plano terapêutico adequado. Tratando-se de um teste não invasivo e inócuo, é determinante para “saber a extensão local da tromboflebite”, explica Pedro Henrique Almeida, bem como averiguar se “houve extensão do trombo às veias mais profundas do membro inferior”. Assim, depois de definida “a extensão do trombo e que setores são atingidos”, pode então implementar-se o plano terapêutico adequado.

Na altura do diagnóstico, é importante “limitar a extensão e a propagação do trombo”, recorrendo a medicação anticoagulante, que torna o sangue mais fluido. Poderão ser prescritos medicamentos anti-inflamatórios, de forma a controlar a dor e os sinais locais, bem como aplicar-se “uma superfície quente para algum alívio dos sintomas”.

A médio-longo prazo, é essencial contrariar a recorrência da tromboflebite, uma vez que “este evento pode repetir-se e ser clinicamente mais relevante do que um episódio anterior”. Assim, para controlar a doença, é recomendada a utilização de uma meia de contenção elástica todos os dias, bem como, quando indicada, a realização de uma cirurgia às varizes — único tratamento que irá evitar novos episódios.

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A prevenção da tromboflebite

Estando a tromboflebite associada na maioria das vezes a varizes dos membros inferiores, a prevenção passa principalmente pelo controlo desta doença.

A presença de varizes deverá motivar a observação por um Cirurgião Vascular que irá complementar a observação clínica com a realização de um Eco Doppler na mesma consulta. Assim, permitirá definir o tratamento mais adequado a cada doente, associando a utilização de meia de contenção elástica a uma cirurgia minimamente invasiva, adaptada a cada caso para se obter o melhor resultado clínico e estético.

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