Técnica inovadora no tratamento do glaucoma

Em apenas três minutos já é possível reduzir em 30% a pressão intraocular do glaucoma. O Hospital Lusíadas Lisboa é o primeiro hospital privado em Portugal a disponibilizar a ciclodestruição por ultrassons, uma técnica não invasiva que promete ser um dos grandes avanços no tratamento do glaucoma nos próximos anos.

O Hospital Lusíadas Lisboa é o primeiro hospital privado em Portugal a disponibilizar a ciclodestruição por ultrassons, uma técnica não invasiva que promete ser um dos grandes avanços no tratamento do glaucoma.

O glaucoma é uma das principais causas de cegueira, estimando-se que seja responsável por cerca de 8 milhões de pessoas cegas bilateralmente a nível mundial. Esta doença silenciosa, que afeta mais de 200 mil portugueses, tem como principais fatores de risco a idade, a história familiar e a pressão intraocular (PIO). Clinicamente a oftalmologia só consegue atuar neste último fator, através de medicação hipotensora ocular, de lasers ou através de opções cirúrgicas.

O aumento da pressão intraocular, ou seja, da pressão dentro dos olhos, é o principal fator de risco de glaucoma. A pressão intraocular normal varia entre 8 e 21 mmHg. Na maior parte dos casos, quando esta se torna maior que 21 mmHg, começa a existir risco de lesão do nervo ótico.

“É fácil perceber que a principal mensagem que a comunidade oftalmológica passa sobre esta doença seja a da prevenção, que permita detetar os casos em fases ainda iniciais, iniciando terapêutica que permita evitar a progressão da doença”, salienta Luís Abegão Pinto, oftalmologista do Hospital Lusíadas Lisboa e certificado para a nova técnica para o tratamento do glaucoma que traz grandes vantagens para o doente.

O tratamento do glaucoma

“Como não envolve qualquer incisão, trata-se de um procedimento rápido (cujo tempo de aplicação é inferior a 3 minutos), feito sob anestesia local e com uma recuperação rápida no pós-operatório, não implicando dor significativa ou qualquer limitação das atividades diárias no dia seguinte”, explica Luís Abegão Pinto, destacando ainda que a técnica é minimamente invasiva: “Esta tecnologia permite uma destruição controlada de um determinado segmento do corpo ciliar. Na versão atual, este procedimento consegue de forma completamente automatizada e não invasiva a obliteração de cerca de 180º do corpo ciliar, obtendo-se com isso – em média – uma redução de cerca de 30% da pressão intraocular”, sustenta.

Este procedimento inovador traz ainda outras vantagens para o tratamento do glaucoma em relação a outras técnicas, nomeadamente o recurso a cirurgias filtrantes. “Não tem riscos infeciosos como as temidas endoftalmites, uma vez que não há lugar a qualquer incisão sobre o olho”, avança o especialista, explicando que a técnica tem vindo a ser aperfeiçoada e usada nos principais centros de glaucoma a nível europeu, nos doentes com glaucoma primário de ângulo aberto.

Segundo o oftalmologista, apesar de não ser uma solução universal para todos os doentes (há doentes em que 30% de redução da pressão intraocular não seriam suficientes), este procedimento completamente automatizado, sem riscos infeciosos e de rápida recuperação promete ser um dos grandes avanços na área cirúrgica do glaucoma.

Também o coordenador da Unidade de Oftalmologia do Hospital Lusíadas Lisboa, José Pedro Silva, exalta o procedimento inovador, em destaque no Hospital Lusíadas, afirmando: “O glaucoma é a segunda causa de cegueira irreversível, no mundo. A possibilidade de reduzir a pressão intraocular em 30 por cento, em doentes específicos, com o recurso a esta nova técnica, representa um enorme avanço nesta área, com grandes vantagens para o doente.”

Saiba mais:

 

Especialidades em foco neste artigo:
Oftalmologia