Como tratar a intolerância ao glúten

Estima-se que afete entre 1-3% da população, mas a intolerância ao glúten está apenas diagnosticada em cerca de 10 mil pessoas. No dia 16 de maio, assinala-se o Dia Internacional do Celíaco, para que a informação circule e o diagnóstico seja feito de forma mais rápida e atempada.

Pensa-se que cerca de 1-3% da população sofre de intolerância ao glúten.

A intolerância ao glúten, ou doença celíaca, pode manifestar-se em qualquer idade e atinge ambos os sexos, embora nos adultos seja mais frequente no sexo feminino. Na infância, surge normalmente entre os 6 e os 24 meses, altura em que ocorre a introdução do glúten na dieta.
Para ajudar a entender esta doença, a Unidade de Nutrição Clínica do Hospital Lusíadas Lisboa, responde a algumas questões.

Intolerância ao glúten – o que é?

A Doença Celíaca trata-se de uma patologia autoimune, causada por uma sensibilidade permanente ao glúten.
Nos indivíduos geneticamente suscetíveis a esta proteína vegetal, presente no trigo, cevada, centeio, aveia e derivados, a sua ingestão causa uma reação imunológica ao nível do intestino delgado, que se traduz em alterações na mucosa intestinal, prejudicando a absorção dos nutrientes.

Sintomas mais comuns da intolerância ao glúten

  • Nas crianças:

Diarreia;
Vómitos;
Distensão abdominal;
Irritabilidade;
Atraso no crescimento.

  • Nos adultos:

Diarreia;
Distensão abdominal;
Cansaço fácil;
Alterações do humor;
Anemia;
Alterações dermatológicas;
Infertilidade (menos comum).

Saiba mais
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Tratamento disponíveis

Atualmente, o único tratamento eficaz consiste numa dieta isenta em glúten (DIG) para toda a vida.

A eliminação total do glúten da alimentação permite que o intestino normalize a sua função e que a absorção nutricional volte a ocorrer de forma eficaz.

A dieta deve ser rigorosa, saudável e equilibrada, sendo que os alimentos que contêm glúten devem ser substituídos por alternativas idênticas isentas de glúten.

Atualmente, existem inúmeras alternativas aos alimentos que contêm glúten, como as massas e o pão. Uma Dieta Isenta de Glúten (DIG), mas rica e variada, já é possível. Basta estar atento aos rótulos quando comprar os produtos de que precisa, consumir menos produtos processados e, em casa, separar os alimentos que não têm glúten dos restantes.

Ter atenção que:

Se houver reintrodução do glúten na alimentação (mesmo em pequenas quantidades), os sintomas podem reaparecer, pelo que é imprescindível o cumprimento rigoroso da dieta.

Por vezes, é necessário procurar ajuda junto dos especialistas, para uma melhor qualidade de vida e satisfação na hora de se sentar à mesa.