Amamentar só traz vantagens

O contacto de pele com pele que se estabelece desde o primeiro momento em que o bebé começa a mamar é fundamental para a relação entre ambos e para a saúde não só do recém-nascido como da mãe. A enfermeira Gabriela Santos, da Clínica Lusíadas Almada, explica porquê.

Amamentar é muito importante para o bebé, mas também para a mãe. Conheça as vantagens de amamentar

A grávida que faz a vigilância da sua gravidez no Hospital Lusíadas Lisboa dispõe de todo um apoio especializado desde o primeiro momento. É que amamentar só traz vantagens, mesmo que por vezes mãe e bebé precisem de ajuda especializada. Nem sempre é fácil, mas sem dúvida que compensa.

Benefícios para a mãe

  • Promove involução uterina precoce (processo que leva à recuperação do tamanho normal do útero) e recuperação do peso;
  • Promove a vinculação mãe-bebé e reforça a autoestima da mulher;
  • Reduz o risco de cancro da mama e do ovário e a incidência de diabetes e osteoporose.

 

Benefícios para o bebé

  • O leite materno é de fácil digestão e promove a maturação intestinal do bebé;
  • Reforça o sistema imunológico;
  • Fornece os nutrientes e a água de que o bebé necessita nas proporções adequadas;
  • Previne infeções gastrointestinais, respiratórias e urinárias;
  • Diminui a ocorrência de otite média, risco de obesidade, doenças alérgicas e diabetes juvenil.
  • Permite uma adequada adaptação a novos alimentos;
  • Contribui para o adequado desenvolvimento da musculatura e parte óssea orofacial e reduz a ocorrência de cárie dentária.

 

Benefícios para a família

  • O leite materno é gratuito, está sempre pronto, e à temperatura adequada;
  • Ajuda a melhorar a qualidade de vida da família dado que resulta em menos gastos com cuidados médicos.

 

Benefícios para o ambiente

Evita o desperdício de recursos naturais e reduz a produção de lixo e resíduos poluentes.

Causas das principais dificuldades

  • Inexperiência;
  • Pressão familiar e atitudes negativas familiares face à amamentação;
  • Introdução precoce de substitutos de leite materno;
  • Falta de apoio e deficiente informação/formação de profissionais de saúde;
  • Disponibilidade limitada de serviços de aconselhamento após a alta hospitalar, de que resulta uma pega da mama pelo bebé incorreta e não apoiada;
  • Desconforto em amamentar em público;
  • Mitos e crenças que levam a mulher a duvidar de si e das suas capacidades;
  • Fraco suporte a nível do ambiente de trabalho.

 

Como ultrapassar

É sempre útil contar com o apoio de uma equipa de cuidados de saúde treinada e motivada que informa e esclarece as grávidas sobre as vantagens e a prática da amamentação. Esta equipa irá:

  • Desenvolver estratégias de ensino sobre aleitamento materno;
  • Promover o início da amamentação na primeira meia hora após o parto, mostrando às mães como amamentar e como manter a lactação;
  • Recusar outro alimento ou bebida além do leite materno ao recém- nascido, a não ser que seja por indicação médica;
  • Promover e incentivar a prática do alojamento conjunto;
  • Encorajar a amamentação sob livre demanda (sempre que o bebé quiser);
  • Evitar oferecer tetinas ou chupetas a crianças amamentadas, até que esteja bem estabelecida a lactação;
  • Informar e esclarecer as mães durante o internamento e, na alta, sobre a amamentação utilizando conceitos comuns a todos os profissionais e concordantes com as recomendações da Organização Mundial de Saúde.

 

O Hospital Lusíadas Lisboa apoia as mães que querem amamentar através de várias iniciativas e com o suporte de pessoal qualificado:

1. As consultas de enfermagem de obstetrícia são realizadas por Enfermeiras Especialistas de Saúde Materna e Obstétrica, profissionais sensibilizadas para a importância da amamentação na sua vertente vinculativa, nutricional, imunológica, psicológica e económica, muitas com formação específica na área da amamentação como “Conselheiras em Aleitamento Materno”.

2. No decorrer da gravidez o casal pode se pretender frequentar o “Curso de Preparação para a Parentalidade” e desta forma aprofundar conhecimentos relativamente a esta temática.

3. Frequentemente são realizados Workshops gratuitos com o tema “Vamos Amamentar?”, que funcionam como momentos formativos e de interação. São cada vez mais procurados pelos casais que escolheram estas unidades como cuidadoras da sua gravidez.

4. No momento do parto e internamento puerperal há uma equipa de profissionais que promovem, apoiam e incentivam a amamentação;

5. Após a alta hospitalar o casal pode usufruir, gratuitamente, de uma Visita Domiciliária realizada por uma enfermeira ESMO – Especialista de Saúde Materna e Obstétrica, que procede a uma avaliação da mãe e do bebé em termos de bem-estar e identifica necessidades que complementa com ensinos /encaminhamentos.

6. Disponibilização de um “Espaço de Apoio à Amamentação” a funcionar na consulta externa de pediatria, sob a supervisão das enfermeiras da consulta, do qual a mãe pode usufruir as vezes que considerar necessárias.

Sabia que… O laço dourado foi lançado pela UNICEF e é o símbolo mundial da amamentação desde 2004?

 

Tem 5 significados, aqui relatados pela Equipa de Enfermagem da Clínica Lusíadas Almada.

1. O dourado simboliza que a amamentação é o padrão de ouro para a alimentação infantil.

2. Um lado do laço representa a mãe e o outro representa a criança.

3. O laço é simétrico, o que significa que a mãe e o bebé são vitais para o sucesso da amamentação e igualmente necessários.

4. O nó representa o pai, a família e a sociedade – sem o nó não haveria laço, o que significa sem apoio a amamentação não terá sucesso.

5. As pontas do laço representam o futuro: o aleitamento materno exclusivo por 6 meses e a amamentação continuada por 2 ou mais anos, com a adequada introdução de alimentos e um espaçamento entre gestações preferencialmente de 3 anos ou mais, dando à mulher o tempo necessário para assegurar o cuidado da saúde, crescimento e desenvolvimento da criança.