10 erros que podem provocar intoxicações alimentares

O que não deve fazer, quando cozinha, de forma a prevenir intoxicações alimentares provocadas pela ingestão de água ou alimentos contaminados química ou microbiologicamente.

O que não deve fazer de forma a prevenir intoxicações alimentares provocadas pela ingestão de água ou alimentos contaminados química ou microbiologicamente.

Na maioria dos casos, as intoxicações alimentares são causadas por microrganismos patogénicos que se multiplicam e/ou produzem toxinas no alimento.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, estima-se que as intoxicações causadas por água ou alimentos contaminados sejam responsáveis por cerca de 2 milhões de mortes por ano. As crianças, os idosos e os doentes crónicos são os mais vulneráveis a este tipo de infeções.

A sintomatologia resultante destas intoxicações depende, entre outros fatores, do microrganismo que a origina, sendo os sintomas mais frequentes as dores de estômago, vómitos e diarreia. Estes podem ser desencadeados de forma rápida, logo após a ingestão do alimento ou demorar dias ou semanas a surgir. Na generalidade, a sintomatologia surge 24 a 72 horas após a ingestão do alimento.

Em seguida, listamos os principais erros que fazemos ao cozinhar e que podem ter como consequência uma intoxicação alimentar. 

Erro#1 Higiene insuficiente dos utensílios e das superfícies;

Erro#2 Não separar os alimentos crus dos cozinhados;

Erro#3 Utilizar os mesmos utensílios para os alimentos crus e para os alimentos cozinhados;

Erro#4 Não cozinhar bem os alimentos;

Erro#5 Não desinfetar os alimentos que vão ser consumidos crus;

Erro#6 Não manter os alimentos a temperaturas adequadas;

Erro #7 Não guardar as sobras das refeições no frigorífico; 

Erro #8 Beber água que não é potável;

Erro #9 Utilizar matérias-primas não seguras;

Erro #10 Comer, fumar, tossir ou espirrar enquanto se cozinha.

Como prevenir as intoxicações alimentares

Segundo a Direcção-Geral da Saúde, as principais regras para prevenir as intoxicações alimentares são as seguintes:

Manter a limpeza dos utensílios e superfícies;

Manter alimentos crus separados de alimentos cozinhados e utilizar utensílios diferentes para ambos;

Cozinhar bem os alimentos, em especial os ovos e a carne de frango;Desinfetar bem os alimentos a consumir em cru, como saladas e fruta;

Manter os alimentos a temperaturas seguras, conservando sempre as sobras no frigorífico;

Utilizar água e matérias-primas seguras;

Não comer ou fumar e evitar espirrar ou tossir quando manipula alimentos;

O estado de saúde e higiene pessoal são também aspetos que devem ser garantidos a fim de evitar intoxicações alimentares.

Deve haver especial cuidado durante os meses de verão, uma vez que temperaturas elevadas favorecem a multiplicação dos micro-organismos presentes nos alimentos.

Colaboração:
Ana Rita Lopes, coordenadora da Unidade de Nutrição Clínica do Hospital Lusíadas Lisboa

Especialidades em foco neste artigo:
Nutrição Clínica